HISTÓRIA
DE MARINGÁ
Maringá,
fundada pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná,
foi traçada obedecendo ao projeto urbanístico de Jorge
Macedo Vieira (foto ao lado), onde demarcou-se as amplas
ruas, avenidas e praças, considerando ao máximo as
características topográficas do sítio escolhido e
revelando a lúcida preocupação com a preservação
das áreas verdes e vegetação nativa. Como fruto do
urbanismo moderno, foram estabelecidas as áreas
residenciais, comerciais, industriais, de comércio
atacadista, etc. Previa abrigar uma população total de
200.000 habitantes em 50 anos, o que foi superado
O
povoamento, porém, iniciou-se por volta de 1938, na área hoje
conhecida como Maringá Velho. A partir dos primeiros anos da década
de 40 começaram a ser erguidas as primeiras e toscas edificações
propriamente urbanas, que se destinavam à compra e venda de
terras, algum comércio varejista e hospedagem dos colonos recém-chegados
ou daqueles que se dirigiam ao rio Ivaí. Maringá ganhou sua
primeira construção em fevereiro de 1942, Hotel Maringá, de
propriedade da Companhia de Terras Norte do Paraná. Este Hotel
foi construído com o objetivo de hospedar os compradores de
terras que aqui vinham, dos mais distantes Estados Brasileiros.
Os
pioneiros chegavam em caravanas, na sua maioria paulistas,
mineiros e nordestinos, principalmente entre 1947 e 1949, atraídos
pela pujança do ciclo do café. O vertiginoso crescimento deste
povoado foi interrompido para que a cidade fosse projetada pelo
urbanista Jorge Macedo de Vieira a pedido da Companhia de Terras
Norte do Paraná. O traçado da cidade ficou pronto em 10 de
maio de 1947. No mesmo ano foi lançado oficialmente a venda de
terrenos na área urbana, dando origem a fundação da cidade.
As ruas largas, avenidas e praças foram cuidadosamente
arborizadas pelo paisagista Dr. Luiz Teixeira Mendes. Em 10 de
maio de 1947, data de sua fundação, tornou-se distrito de
Mandaguari, e em 1948 elevou-se à categoria de Vila.
Foi
elevada a Município pela lei nº 790, de 14 de fevereiro de
1951, com os distritos de Iguatemi, Floriano e Ivatuba.
Conquistou sua autonomia política em 14 de novembro de 1951,
elegendo seu primeiro prefeito Sr. Inocente Villanova Júnior em
14 de novembro de 1952. Em 9 de março de 1954 foi instalada a
Comarca de Maringá.
Surgida
no período de ouro do ciclo do café, mais tarde substituído
pelas culturas de soja e trigo, cana-de-açúcar, algodão e
milho, trazendo elevados índices de produtividade pela sua
terra-roxa, considerada a melhor terra para a produção agrícola
do mundo, Maringá apresenta hoje um potencial imenso para a
produção industrial e prestação de serviços, por ser polo
de uma vasta região de influência, entroncamento de
importantes rodovias e ferrovia e ainda caminho da produção
deste e de outros Estados para o Mercosul.
Constituída por diversas etnias em função da corrente migratória,
a cidade apresenta um meio cultural múltiplo, destacando-se em
suas representações folclóricas de origem, com diversos
grupos premiados internacionalmente. Possui colônia japonesa de
importante infuência na comunidade, assim como portuguesa, árabe,
alemã, italiana, etc.
A tenacidade do povo que aqui ficou, apesar das dificuldades do
princípio; a luta dos que vieram depois, trazendo seu
conhecimento e seus ideais; o amor dos que aqui nasceram; o
trabalho desta gente empreendedora e laboriosa, fez desta uma
cidade viva, acolhedora e dinâmica, surpreendendo a todos os
que a conhecem pela sua beleza e qualidade de vida.
URBANIZAÇÃO
DE MARINGÁ
Maringá
nasceu na prancheta de desenhos do Arquiteto e Urbanista Jorge
de Macedo Vieira, paulista, responsável por projetos como o
Jardim América, de São Paulo e Águas de São Pedro, na região
de Piracicaba. Contratado pela Cia. Melhoramentos Norte do Paraná,
Jorge de Macedo Vieira jamais esteve aqui e, no entanto, criou
um projeto considerado na época, 1945, como um dos mais
arrojados e modernos, seguindo apenas a orientação da Cia. que
exigia largas avenidas, muitas praças e espaços para árvores.
A grande preocupação da Cia. Melhoramentos, ao encomendar a
confecção do projeto urbanístico a um engenheiro tão
ilustre, era de conjugar o plano urbano à topografia da região.
Essa preocupação fica latente quando caminhando por Maringá,
podemos observar suas ruas retas e largas, e amplas avenidas com
ajardinamento central, onde a especulação imobiliária, de início
não teve vez.
Planejada
para ser uma cidade de 200 mil habitantes (hoje conta com
aproximadamente 300 mil) numa atitude considerada na época como
"visionaria", Maringá transformou-se num grande
centro de convergência econômica e esse sucesso deve-se em
grande parte ao traçado urbanístico original que previa zona
industrial, zona comercial e zonas residenciais.
Jorge
de Macedo Vieira e sua equipe realmente planejaram uma cidade
nos molde de uma cidade ultra moderna, distribuída da seguinte
forma: - uma avenida principal. a Av. Brasil, atravessaria a
cidade de ponta a ponta. - quarteirões rigorosamente
planificados, subdivididos em datas (terrenos menores), que
formariam as diversas zonas, cada qual destinada a uma
finalidade: zonas residenciais destinadas a classe média, zonas
residenciais populares, zona industrial, centro cívico,
aeroporto, estádio municipal, núcleos sociais e etc.; - o comércio
ficaria concentrado na zona 1, onde ainda se localizaria os edifícios
públicos do centro cívico: Prefeitura Municipal, Fórum,
Biblioteca Municipal e Agência dos Correios e Telégrafos. No
centro cívico também seria construído um hotel, atual
Bandeirantes Hotel e a Futura Catedral, hoje Catedral Nossa
Senhora da Glória, cuja arquitetura, em estilo arrojado e
futurista, tornou-se o símbolo de nossa cidade, sendo
considerado o décimo monumento mais alto do mundo e o 1º da América
Latina. - a zona 1 ainda concentraria, fora da área denominada
"Centro Cívico", estabelecimentos bancários,
centrais de telefonia, mercado público, estações rodoviária
e ferroviária. As zonas 2 e 5 foram consideradas como áreas de
categoria residencial; a zona 4 seria destinada a residências
populares, ao lado da Vila Operária e na zona 3 ficariam faixas
destinadas a fixação do Parque industrial. Nenhuma casa
poderia ser construída fora do planejamento geral, e nas zonas
residenciais deixaria um espaço na frente, para jardins e
muros. Não se permitia também a construção de prédios em
desobediência ao plano determinado, notadamente com relação a
altura.
Preocupada
com a questão ambiental que a derrubada da mata fatalmente
abalaria, a Cia. solicitou ao arquiteto Jorge de Macedo Vieira
que fizesse constar no desenho original de Maringá, três áreas
ecológicas que hoje formam um verdadeiro "pulmão
verde", são elas:
Ao
todo, Maringá possui em seu traçado urbano, 88 avenidas, 875
ruas, 79 praças, bosques e o Horto Florestal, embelezados por
cerca de 160.000 árvores.
Sobre
a arborização de Maringá, iniciada em 1949, não podemos
deixar de lembrar de três nomes, considerados os verdadeiros
criadores do projeto paisagístico: - o primeiro, Dr. Luiz
Teixeira Mendes, chegou aqui em 1949, contratado pela CMNP que
tinha exercido a função de chefe do serviço florestal de São
Paulo, foi o idealizador da paisagem urbana da cidade. Profundo
conhecedor de botânica e um grande técnico em silvicultura, o
Dr. Luiz Teixeira Mendes, preocupou-se primeiro em formar
canteiros, dentro do Horto Florestal, para acomodar as diversas
mudas que vinham principalmente de São Paulo, encomendado pela
Cia. Melhoramentos para serem plantadas em nossa cidade.
Foi
auxiliado nessa tarefa, a partir de 1952, e depois substituído
na função de "Jardineiro da Cidade", pelo engenheiro
agrônomo Aníbal Bianchini da Rocha, que procurou seguir o
plano paisagístico em consonância com o traçado original:
para cada rua, avenida ou praça era escolhida um espécie de árvore,
de tal maneira que Maringá é uma das poucas cidades do país a
ter árvores floridas durante todo o ano.
Um
terceiro nome a ser lembrado quando se fala da paisagem urbana
da cidade, é Geraldo Pinheiro Fonseca, funcionário da Cia
Melhoramentos que era o encarregado do plantio de árvores,
tendo sido ele a plantar a primeira árvore do perímetro
urbano, na esquina da Avenida Duque de Caxias com a Rua Joubert
de Carvalho, em frente ao escritório da CMNP.
E
assim, hoje temos uma diversificada vegetação embelezando
nossa cidade, oferecendo um lindo espetáculo colorido, cada
qual florescendo ao seu tempo, atualmente estão plantados cerca
de 16.000 (dezesseis mil) mudas, divididas em 47 (quarenta e
sete) espécies tais como: